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Resenha: Marina, de Carlos Ruiz Zafón
Livro: Marina
Editora: Suma de Letras
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Páginas: 192
Editora: Suma de Letras
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Páginas: 192
Sinopse: Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões.
É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora.
Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos.
Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro.
É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora.
Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos.
Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro.
Devo concordar com o próprio Záfon quando este diz que Marina é “provavelmente o mais indefinível e difícil de categorizar de todos os romances que escrevi”. Claro, esta foi a minha primeira experiência com o escritor espanhol e portanto não posso afirmar por todos os romances, mas posso afirmar por este. Como diz também o USA Today, “O talento visionário de Záfon para contar histórias é um gênero literário em si”. A narrativa de apenas 189 páginas apresenta uma miscelânea de gêneros com pitadas de drama, mistério, horror, aventura, suspense, ação e talvez muitos outros.
A história tem três grandes protagonistas: Barcelona, a morte e Marina. Na Barcelona de 1980 conhecemos Óscar Drai, um menino de quinze anos que vive num internato e que adora sair para admirar a arquitetura gótica, cheia de catedrais e obras à lá Gaudí. Num desses passeios, no bairro de Sarriá, esquecido e abandonado pelo próprio tempo, ele acaba encontrando a amizade de Marina e seu pai, Gérman, depois de devolver um relógio que ele acabou roubando do casarão. E nossa terceira protagonista, onde entra? Ela está em todo lugar, mostrando a fragilidade e a incapacidade humana. Mas principalmente na história do imigrante Mijail Kolvenik, caso que Marina e Óscar são praticamente jogados e que permeia a maioria do livro.
A linguagem de Zafón é rica e rebuscada, totalmente descritiva, o que, particularmente, não é meu estilo, mas apesar da estranha sensação inicial, logo a partir do segundo capítulo a linguagem fluiu normal. Essa riqueza de detalhes é ótima por que nos põe realmente dentro daquele ambiente, daquela atmosfera. O jeito com que Carlos Ruiz conta a história é tão poderoso que chega um momento que aquilo não parece apenas ficção, parece que foi realidade, de tão minucioso que é.
Óscar é um ótimo narrador, que nos conta sua história relembrando o passado com um quê de ilusão, e um ótimo personagem, astuto, destemido e até parece um pouco avançado para a sua idade. Marina consegue ser ainda mais ardilosa que Óscar, afinal, tudo acontece por ela, de certa forma. Não é a toa que ela nomeia o livro. Mesmo que tenha sido Óscar que roubara um relógio e por isso teve que voltar àquela casa, foi Marina que começou a amizade entre eles e os guiou para dentro do grande mistério. As histórias de todos os personagens são descritas com enorme precisão e realidade, encaixando-se com todos os personagens pertencentes aos seus cenários.
A história em si, me parece um pouco confusa. É como se elas separadas fossem boas, super intrincadas, mas juntas, apesar de ser algo legal de ver, ainda parece desnecessário, ao acaso. Por exemplo, os meninos seguirem a Dama de Preto e então começarem a parte de mais suspense do livro foi uma total coincidência. Não havia algo que realmente os ligasse àquilo. A história que parece uma mescla de Frankestein – até por que ter uma personagem nomeada María Shelley não deve ter sido mero acaso – e Florence e Giles – A Menina que não sabia ler, que de certa forma, se assemelham um pouco – parece ter sido jogada no meio de um drama/romance. É como se as histórias não se encaixassem tanto, que passado o mistério vem o drama... Como se essa aventura “macabra” pudesse ser substituída por outro tipo de aventura e, no fim, não mudaria muita coisa. Porém friso novamente, separadas são histórias muito boas.
Salvo o que falei, o livro é muito bom mesmo e dá para perceber por que Zafón é tão aclamado. Mesmo não sendo minha zona de conforto – o que é ótimo, só assim conhecemos coisas novas – quero ler mais livros dele. A atmosfera gótica, meio steampunk, ao qual pelo menos este livro nos levou é espetacular. Além de ser bem curtinho, ou seja, você lê super rápido, ainda mais quando se interessa pela história. Como a própria capa e o título não dizem muito sobre o livro, não crie muitas expectativas. Vá apenas esperando uma boa história para se ler.
A história tem três grandes protagonistas: Barcelona, a morte e Marina. Na Barcelona de 1980 conhecemos Óscar Drai, um menino de quinze anos que vive num internato e que adora sair para admirar a arquitetura gótica, cheia de catedrais e obras à lá Gaudí. Num desses passeios, no bairro de Sarriá, esquecido e abandonado pelo próprio tempo, ele acaba encontrando a amizade de Marina e seu pai, Gérman, depois de devolver um relógio que ele acabou roubando do casarão. E nossa terceira protagonista, onde entra? Ela está em todo lugar, mostrando a fragilidade e a incapacidade humana. Mas principalmente na história do imigrante Mijail Kolvenik, caso que Marina e Óscar são praticamente jogados e que permeia a maioria do livro.
A linguagem de Zafón é rica e rebuscada, totalmente descritiva, o que, particularmente, não é meu estilo, mas apesar da estranha sensação inicial, logo a partir do segundo capítulo a linguagem fluiu normal. Essa riqueza de detalhes é ótima por que nos põe realmente dentro daquele ambiente, daquela atmosfera. O jeito com que Carlos Ruiz conta a história é tão poderoso que chega um momento que aquilo não parece apenas ficção, parece que foi realidade, de tão minucioso que é.
Óscar é um ótimo narrador, que nos conta sua história relembrando o passado com um quê de ilusão, e um ótimo personagem, astuto, destemido e até parece um pouco avançado para a sua idade. Marina consegue ser ainda mais ardilosa que Óscar, afinal, tudo acontece por ela, de certa forma. Não é a toa que ela nomeia o livro. Mesmo que tenha sido Óscar que roubara um relógio e por isso teve que voltar àquela casa, foi Marina que começou a amizade entre eles e os guiou para dentro do grande mistério. As histórias de todos os personagens são descritas com enorme precisão e realidade, encaixando-se com todos os personagens pertencentes aos seus cenários.
A história em si, me parece um pouco confusa. É como se elas separadas fossem boas, super intrincadas, mas juntas, apesar de ser algo legal de ver, ainda parece desnecessário, ao acaso. Por exemplo, os meninos seguirem a Dama de Preto e então começarem a parte de mais suspense do livro foi uma total coincidência. Não havia algo que realmente os ligasse àquilo. A história que parece uma mescla de Frankestein – até por que ter uma personagem nomeada María Shelley não deve ter sido mero acaso – e Florence e Giles – A Menina que não sabia ler, que de certa forma, se assemelham um pouco – parece ter sido jogada no meio de um drama/romance. É como se as histórias não se encaixassem tanto, que passado o mistério vem o drama... Como se essa aventura “macabra” pudesse ser substituída por outro tipo de aventura e, no fim, não mudaria muita coisa. Porém friso novamente, separadas são histórias muito boas.
Salvo o que falei, o livro é muito bom mesmo e dá para perceber por que Zafón é tão aclamado. Mesmo não sendo minha zona de conforto – o que é ótimo, só assim conhecemos coisas novas – quero ler mais livros dele. A atmosfera gótica, meio steampunk, ao qual pelo menos este livro nos levou é espetacular. Além de ser bem curtinho, ou seja, você lê super rápido, ainda mais quando se interessa pela história. Como a própria capa e o título não dizem muito sobre o livro, não crie muitas expectativas. Vá apenas esperando uma boa história para se ler.
Resenha: Conquista, de Ally Condie
Livro: ConquistaSérie: Destino
Editora: Suma de Letras
Autor: Ally Condie
Páginas: 360
Atenção, como se trata de uma série talvez possa ter spoilers sobre os livros anteriores!
( I - Destino
II - Travessia)
Sinopse: Em uma Sociedade que não permite escolhas nem imperfeições, um pequeno erro pode ser o elemento que faltava para iniciar uma revolução. 'Conquista' é a continuação de Destino e Travessia. No livro, a autora retoma a história de Cassia Reyes, jovem que pertence a uma sociedade controlada por um Estado totalitário ainda que nele não haja pobreza e a população tenha acesso a direitos básicos, como alimentação, moradia e emprego. O futuro de Cassia não poderia ser mais incerto agora que ela resolveu seguir para as sombrias Províncias Exteriores, campo de extermínio dos cidadãos banidos pela Sociedade. Ela está à procura de Ky Markham, com quem desenvolveu uma relação proibida, e que havia sido aprisionado, com um destino que se encaminhava para a morte certa.
Conquista é o terceiro livro da trilogia distópica Destino, uma história sobre um mundo onde não há escolha e tudo é metricamente organizado por uma entidade chamada de Sociedade. Por meio de cálculos, números e classificações Ela orquestra todas as Províncias e seus habitantes deixando-os saudáveis, assegurados em trabalhos designados e também juntos com o par perfeito. Muitos porém estão insatisfeitos com isso e cada vez mais a Insurreição, uma rebelião com o intuito de tomar o poder da Sociedade, ganha novos adeptos. Quando uma Praga acomete a Sociedade e ela não sabe como lidar com isto, a Insurreição aparece como a saída perfeita. Mas as coisas não acontecem exatamente assim.
Cassia se junta a Insurreição como uma promessa de ficar mais perto de Ky. Xander agora é um Oficial, mas é um agente duplo; ele também joga pela Insurreição. Ky e Indie estão no acampamento da Insurreição em Camas, como pilotos. E eles vão ter papéis importantíssimos no desenrolar da história. O piloto, o poeta e o curador, como sugere as três primeiras partes do livro.
Conquista é um livro cheio de reviravoltas, logo no começo acontece uma delas, mas de qualquer forma não é igual aos outros. A série, como um todo, nunca foi uma das minhas preferidas nem mais recomendadas, mas Destino, primeiro livro da série, prometia algo novo, algo legal, Travessia compensou apenas com muita ação, e Conquista, mesmo tendo um enredo consistente, é chato – principalmente no começo – e o pior, não empolga.
O começo do livro é muito baseado em esperanças, tudo é a Inssureição, é o piloto, como se eles fossem miraculosamente resolver tudo e a falta de realidade nisso irrita. Tudo bem que a Insurreição é algo em que o povo acredita, não tão palpável mas também não tão impossível, mas Condie acaba repetindo muito isto. Outra coisa inconsistente é o fato de, de repente, várias pessoas saberem de coisas que outros não sabiam.
Porém os temas principais da saga são liberdade de escolha, o poder de tomar de decisões, e isso é bem retratado no livro. Foi dado mais enfoque nessas questões do que no romance: A força com que o povo busca uma melhora, revendo conceitos, assumindo ideais, até mesmo a fé cega que citei no parágrafo anterior é interessante de ver. Conquista é também repleto de pinturas, histórias e poesias, e só mesmo neste livro consegui captar inteiramente o significado da arte, a importância de criar, de escrever, de compartilhar. Antes eu ficava me perguntando por que as poesias de Cássia eram moedas de troca tão valiosas, mas agora eu entendo... A escrita poética de Condie é de um forma geral bem interessante.
Não sei o que fez eu gostar menos de Conquista do que dos outros dois livros, já que o enredo é até bom, não deixa pontas soltas – só dá margem para escolhermos o que pensar, o que é legal – e o final é romântico, “fofinho”, o que já era de se esperar já que o triângulo amoroso – uma das partes mais chatas e desnecessárias em toda trilogia ao meu ver - foi uma parte essencial ao longo da saga. Acho que o defeito dele é realmente não empolgar, não deslanchar... Mas ainda assim, ressaltando os pontos positivos, é uma distopia cheia de intenção e arte.
Conquista é o terceiro livro da trilogia distópica Destino, uma história sobre um mundo onde não há escolha e tudo é metricamente organizado por uma entidade chamada de Sociedade. Por meio de cálculos, números e classificações Ela orquestra todas as Províncias e seus habitantes deixando-os saudáveis, assegurados em trabalhos designados e também juntos com o par perfeito. Muitos porém estão insatisfeitos com isso e cada vez mais a Insurreição, uma rebelião com o intuito de tomar o poder da Sociedade, ganha novos adeptos. Quando uma Praga acomete a Sociedade e ela não sabe como lidar com isto, a Insurreição aparece como a saída perfeita. Mas as coisas não acontecem exatamente assim.
Cassia se junta a Insurreição como uma promessa de ficar mais perto de Ky. Xander agora é um Oficial, mas é um agente duplo; ele também joga pela Insurreição. Ky e Indie estão no acampamento da Insurreição em Camas, como pilotos. E eles vão ter papéis importantíssimos no desenrolar da história. O piloto, o poeta e o curador, como sugere as três primeiras partes do livro.
Conquista é um livro cheio de reviravoltas, logo no começo acontece uma delas, mas de qualquer forma não é igual aos outros. A série, como um todo, nunca foi uma das minhas preferidas nem mais recomendadas, mas Destino, primeiro livro da série, prometia algo novo, algo legal, Travessia compensou apenas com muita ação, e Conquista, mesmo tendo um enredo consistente, é chato – principalmente no começo – e o pior, não empolga.
O começo do livro é muito baseado em esperanças, tudo é a Inssureição, é o piloto, como se eles fossem miraculosamente resolver tudo e a falta de realidade nisso irrita. Tudo bem que a Insurreição é algo em que o povo acredita, não tão palpável mas também não tão impossível, mas Condie acaba repetindo muito isto. Outra coisa inconsistente é o fato de, de repente, várias pessoas saberem de coisas que outros não sabiam.
Porém os temas principais da saga são liberdade de escolha, o poder de tomar de decisões, e isso é bem retratado no livro. Foi dado mais enfoque nessas questões do que no romance: A força com que o povo busca uma melhora, revendo conceitos, assumindo ideais, até mesmo a fé cega que citei no parágrafo anterior é interessante de ver. Conquista é também repleto de pinturas, histórias e poesias, e só mesmo neste livro consegui captar inteiramente o significado da arte, a importância de criar, de escrever, de compartilhar. Antes eu ficava me perguntando por que as poesias de Cássia eram moedas de troca tão valiosas, mas agora eu entendo... A escrita poética de Condie é de um forma geral bem interessante.
Não sei o que fez eu gostar menos de Conquista do que dos outros dois livros, já que o enredo é até bom, não deixa pontas soltas – só dá margem para escolhermos o que pensar, o que é legal – e o final é romântico, “fofinho”, o que já era de se esperar já que o triângulo amoroso – uma das partes mais chatas e desnecessárias em toda trilogia ao meu ver - foi uma parte essencial ao longo da saga. Acho que o defeito dele é realmente não empolgar, não deslanchar... Mas ainda assim, ressaltando os pontos positivos, é uma distopia cheia de intenção e arte.
Resenha: O Atlas esmeralda, de John Stephens

Livro: O Atlas Esmeralda
Série: Os Livros do Principio
Editora: Suma de Letras
Autor: John Stephens
Páginas: 296
Sinopse: Há dez anos, numa noite de inverno, os irmãos Kate, Michael e Emma foram tirados de suas camas às pressas, perseguidos por criaturas estranhas e levados para longe de seus pais, os quais nunca mais viram. Desde então, os três passaram todo esse tempo vivendo em vários orfanatos sem saber o que de fato aconteceu naquela noite. Kate, a mais velha, é a única que tem lembranças dos pais, a quem jurou proteger seus irmãos a todo custo até que a família estivesse reunida novamente; Michael, o do meio, adora o mundo dos livros e histórias de magia e é sempre alvo de implicância dos garotos mais velhos; e Emma, a mais nova, é uma verdadeira encrenqueira, mas de grande coração. Quando chegam a uma mansão abandonada, os irmãos encontram um atlas encantado que os faz viajar no tempo e os leva para uma terra habitada por gigantes, anões, lobos famintos, crianças prisioneiras e uma condessa que é a fonte de todo o Mal. Assim, as crianças que apenas buscavam o paradeiro de seus pais acabam tendo que salvar o mundo.
Sabe aquela sensação de arrependimento por não ter feito uma coisa antes? Então, foi o que eu tive ao começar a ler este livro e me arrependi de não ter feito isto antes.
O livro conta sobre três irmãos: Kate, Michael e Emma que na véspera de natal foram tirados da sua família e levados para um orfanato, tudo isso com o consentimento dos país que os estavam protegendo de algo que não foi revelado. Depois de dez anos após os acontecimentos, os irmãos que já viveram em vários orfanatos ainda acreditam que os país voltaram para busca-lo já que foi uma promessa feita por eles, são transferidos para um orfanato em Cambrigde Falls que é administrado pelo Dr. Pym. E é em Cambrigde Falls que terão suas vidas transformadas ao descobrirem um livro mágico que os levam para o passado.
Como um bom livro de fantasia, neste encontramos um mundo de magia, com anões, feiticeiros e mistérios. Apesar dos clichês que sempre aparecem nos livros desta temática e a inevitável comparação com outras séries, como por exemplo a parte de três irmãos "órfãos" me lembrou a série Desventuras em Série e a Condessa me lembrou a Feiticeira Branca de Nárnia, John conseguiu trazer uma narrativa agradável, cativante e viciante.
Essas características se deve uma grande parte por causa dos personagens, tanto os principais como os secundários. O meu personagem favorito foi Gabriel que é um gigante que salvou os três jovens de uma situação que não irei revelar para não dar muito spoiler e que achei super linda a amizade dele com Emma ao decorrer da trama. Outra parte que eu achei legal foi a relação de Michael com os anões, eu rir das vezes que eles falavam mal dos elfos e era impossível não lembrar de Legolas. Já em relação a Kate, eu gostei dela, mas as características marcantes dos outros irmãos meio que a ofuscaram ao meu ver.
Só quando terminei o livro fui perceber que ele se trata de uma trilogia (ao meu ver deve ser um para cada irmão) e isso me deixou mais curiosa ainda para saber o que acontece com os irmãos. Tenho que citar a linda ilustração da capa que ajudou a complementar essa atmosfera de aventura. O Atlas de esmeralda certamente é uma obra que merece ser lida por qualquer idade apesar do seu foco no público infanto-juvenil. Uma obra leve, gostosa e envolvente, ela vai conseguir levar o leitor a cada página a esse caminho misterioso que o atlas percorre.

Como um bom livro de fantasia, neste encontramos um mundo de magia, com anões, feiticeiros e mistérios. Apesar dos clichês que sempre aparecem nos livros desta temática e a inevitável comparação com outras séries, como por exemplo a parte de três irmãos "órfãos" me lembrou a série Desventuras em Série e a Condessa me lembrou a Feiticeira Branca de Nárnia, John conseguiu trazer uma narrativa agradável, cativante e viciante.
Essas características se deve uma grande parte por causa dos personagens, tanto os principais como os secundários. O meu personagem favorito foi Gabriel que é um gigante que salvou os três jovens de uma situação que não irei revelar para não dar muito spoiler e que achei super linda a amizade dele com Emma ao decorrer da trama. Outra parte que eu achei legal foi a relação de Michael com os anões, eu rir das vezes que eles falavam mal dos elfos e era impossível não lembrar de Legolas. Já em relação a Kate, eu gostei dela, mas as características marcantes dos outros irmãos meio que a ofuscaram ao meu ver.
Só quando terminei o livro fui perceber que ele se trata de uma trilogia (ao meu ver deve ser um para cada irmão) e isso me deixou mais curiosa ainda para saber o que acontece com os irmãos. Tenho que citar a linda ilustração da capa que ajudou a complementar essa atmosfera de aventura. O Atlas de esmeralda certamente é uma obra que merece ser lida por qualquer idade apesar do seu foco no público infanto-juvenil. Uma obra leve, gostosa e envolvente, ela vai conseguir levar o leitor a cada página a esse caminho misterioso que o atlas percorre.




