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Diversas Capas #58 - O Pequeno Príncipe
Dependendo da edição ou da editora, a capa de um livro pode ser mudada. Talvez apenas o título seja mudado para a nova língua, talvez haja realmente uma nova arte que modifique tudo. Depende de como cada editora quer manter o livro. E é isso que vou mostrar aqui, a diferença das capas segundo seus países. Talvez tenham mais capas, mas essas foram as que eu encontrei. O Diversas Capas de hoje, traz, o quinto livro da nossa coluna Volta ao Mundo em 80 Livros {Se não conhece nosso projeto, clique ao lado}. O Pequeno Príncipe, escrito por Antoine de Saint-Exupéry, França. Vejam as capas e também revejam a resenha. {Link da Resenha}
Esse é um dos livros que tem uma das menores variedades de capa. Muito provavelmente, pelo fato da versão original em francês usar obras do próprio autor para ilustrar as capas, o que teve o formato mantido em praticamente todas as partes do mundo. Veja um exemplo das versões mais famosas do Brasil e as versões originais em francês:
Esse é um dos livros que tem uma das menores variedades de capa. Muito provavelmente, pelo fato da versão original em francês usar obras do próprio autor para ilustrar as capas, o que teve o formato mantido em praticamente todas as partes do mundo. Veja um exemplo das versões mais famosas do Brasil e as versões originais em francês:
Como visto, as semelhanças são muitas. Entretanto, no Brasil, foram lançadas algumas versões especiais para determinados momentos, com destaque para a primeira versão (primeira capa da figura abaixo) lançada pela editora Círculo de Livros. Todas as outras (assim como as três capas brasileiras acima) pertencem à editora Agir (que aparenta possuir um certo monopólio nacional da obra):
Para ter uma noção em relação a capa em outros países, segue algumas abaixo:
E você? O que achou? Acha que a estratégia de manter as capas originais é acertada por valorizar a obra do autor e manter a identidade visual ou você acha que é um equívoco, uma certa falta de ousadia, e deixa de inovar e buscar novos públicos? Coloque sua opinião nos comentários.
Volta ao mundo em 80 livros #05 - França, O Pequeno Príncipe

Essa é mais uma coluna do blog. Tal qual a Brasilivros que conta a história de clássicos literários brasileiros, divididas nas regiões, o Volta ao mundo em 80 livros contará a história de vários livros (clássicos ou não) nos mais diversos países. A ideia é que sejam oitenta livros, como diz o título baseado na grande obra de Júlio Verne, mas vai que passe dessa meta...
Antoine de Saint-Exupéry
O Pequeno Príncipe
Sinopse: O Pequeno Príncipe, devolve a cada
um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança
de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já
imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações...
O reencontro, o homem-menino.
Resenha:
Esta é uma das obras primas da literatura francesa e mundial, é uma
combinação perfeita de simplicidade e profundidade. Capaz de atingir qualquer
público de qualquer idade, com intensidade e foco diferente, que permite que a
história seja única para cada leitor. Basicamente o livro convida o leitor para
uma viagem de volta a infância, em todo os seus mistérios e simplicidade, com
foco nos valores que realmente importam. O livro é cheio de metáforas e
pensamentos filosóficos, sendo necessária a capacidade de "ler além das
linhas". Logo no começo do texto, o autor nos alerta sobre a necessidade
dessa leitura crítica com a curiosa figura:

“Mostrei minha obra-prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes fazia medo. Responderam-me: <<Por que é que um chapéu faria medo?>>. Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jibóia digerindo um elefante. Desenhei então o interior da jiboia, a fim de que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações.”
É importante dizer que, pelo menos no início a narrativa é feita
por um piloto de avião que já apresenta suas frustrações da infância, em todo o
livro, não há menção ao nome do aviador ou figuras, o que nos faz entender que
o piloto possa ser o próprio autor. No início da narrativa ele conta da ocasião
em que houve pane no sistema do avião e cai no meio do deserto, solitariamente.
E na desenfreada luta por consertar o avião e sobreviver as intempéries do
deserto, ele conhece o pequeno príncipe, que logo pede-lhe o desenho de um
carneiro. O aviador tenta diversos desenhos mas nenhum satisfaz o príncipe, até
que resolve fazer o seguinte desenho:
E nesse ponto, o aviador identificando sua infância no pequeno
príncipe, começa diálogos sutis, simples mas profundamente belos e robustos. Em
um dos dias de conversa, postaram-se a falar de coisas sérias, o Príncipe
queria saber porque as rosas tem espinhos se não adiantava contra os carneiros,
o aviador ocupado com o trabalho no avião, nem deu bola, e houve a seguinte réplica
do príncipe:
“Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender porque perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe em meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?”
Aos poucos, o pequeno príncipe vai contando de onde veio (um
pequeníssimo planeta em algum lugar do universo), o que faz, o que já viveu, e
aos poucos vai comovendo o piloto e o público. O príncipe vai contando suas
aventuras em outros planetas e cada um trás uma lição de vida espetacular para
o piloto e para os leitores. Outro ponto interessante do livro, é que há
diversas gravuras (aquarelas do próprio autor) que dá um ambiente diferente
para a história e nos ajuda a entender melhor as passagens.
O Pequeno Príncipe é um livro muito bom, curto e de fácil leitura,
permite muitas reflexões sem ter que usar vocabulários rebuscados ou trazer
conteúdos complexos. Consegue fazer o leitor se identificar facilmente com as
conversas, além de possuir frases muito marcantes. Suas palavras possuem um
efeito muito positivo em quem as lê, e não raramente as pessoas releem diversas
vezes essa obra.
Principais citações:
Durante
todo o livro o Pequeno Príncipe fala sobre a insistência dos adultos em ser
pessoas sérias, perdendo todo o sentido de emoções, perdendo a imaginação e as
coisas verdadeiras da vida. Mostra como super valorizamos o dinheiro,
complicamos as coisas simples, nos achamos superiores por não termos tempo para
bobeiras infantis como entender o desenho de um menino e damos tanto peso aos
números que tudo tem que ser contado e recontado.
“- Levantei-me num salto, como se tivesse sido atingido por um raio. Esfreguei bem os olhos. Olhei ao meu redor. E vi aquele homenzinho extraordinário que me observava seriamente. Eis o melhor retrato que, passado algum tempo, consegui fazer dele.” – Aviador, ao encontrar o pequeno príncipe pela primeira vez.
“- É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar - replicou o rei - A autoridade se baseia na razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, todos se rebelarão. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis. “ – Um dos habitantes de um dos planetas visitados pelo príncipe.
“Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê o bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos [...] Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas [...] Se tu vens às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz” – Trechos do diálogo entre a raposa (um dos personagens mais icônicos do livro) e o príncipe.
"Poucas pessoas se ocupam de coisas que não sejam si mesmas.""Só conheço uma liberdade, e essa é a liberdade do pensamento."" É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou" – Algumas reflexões do pequeno príncipe







