Postado por: Maac Gouveia segunda-feira, 22 de julho de 2013










Hum... Não é que realmente possamos sentir o gosto dos livros, mas é realmente uma delícia devorá-los. Sabe quando te dá aquela onda de vontade e você não consegue largar o livro, ansiando pelo que encontrará na página que vem? É por que o livro é tão maravilhoso que você simplesmente vicia. Você até tenta ler devagar, mas a fome é maior e você acaba lendo tudo aquilo em segundos. Nessa coluna do blog, iremos te dar dicas para que você conheça novos livros ou conheça melhor alguns para que possam mascar eles, tal como fossem um chiclete, saboreando cada página, cada linha, cada parágrafo. Sabor de hoje: Pseudônimos!

Existem vários fatores para um autor usar um pseudônimo. Dos mais simples como querer "estilizar" seu nome, até os mais complexos, como na época em que autoras não podiam publicar livros, apenas autores. Há alguns dias foi descoberto que The Cuckoo's Calling {O Chamado do Cuco, em tradução literal}, do iniciante escritor e ex-policial Robert Galbraith, era na verdade de J.K. Rowling, escritora do sucesso mundial Harry Potter. No Masque Livros de hoje, teremos uma lista de autores, pseudônimos e suas respectivas obras e seus possíveis motivos para terem recorrido a isto.


Livro: The Cuckoo's Calling
Pseudônimo: Robert Galbraith
Autor: J.K. Rowling
Porque? O peso de um nome como J.K Rowling é incalculável, acaba às vezes ofuscando a própria história. E talvez por isso ela tenha decidido usar um pseudônimo. Querer ver se conseguia sucesso pela sua história, sem ter esse peso do nome carregado no livro. Apesar das poucas vendas, 1.500 cópias, o livro recebeu várias críticas positivas, mas depois da revelação, ele subiu ao topo das paradas do Amazon no Reino Unido e nos EUA. É, o que um nome forte não faz...
Sinopse: A supermodelo Lula Landry - conhecida por seus amigos como Cuckoo - morreu há alguns meses. A polícia julgou ser um um suicídio, mas o irmão dela, John Bristow, não acredita nisso e então procura Cormoran Strike. Um ex combatente que depois de perder sua perna numa mina no Afeganistão toca a vida como investigador privado. Strike mergulha no mundo das multimilionários, namorados rockstars e esse mundo da fama tentando encontrar uma solução e encontrar a si mesmo.

Exemplo de livro: A Maldição do Cigano
Pseudônimo: Richard Bachman
Autor: Stephen King
Porque? Queria ver se o sucesso dele era realmente por merecimento ou por sorte e influência do seu nome. O que provou? Que seu sucesso era realmente merecido. A "farsa" durou sete anos e ele lançou cinco livros durante eles, e um deles chegou a vender 28 mil exemplares. Mas claro, quando foi descoberto, o livro vendeu bem mais.
Sinopse: Billy Halleck é um advogado bem sucedido com apenas um problema: a obesidade. Até que um dia ele infelizmente atropela uma senhora e aí sim ganha um problema bem pior. Ela era filha do patriarca de um clã de ciganos e como pena - não imposta pela polícia, já que ele os conhecia e assim deixaram barato - o cigano lhe impôs uma terrível maldição. Ele emagreceria cada vez mais e seus 113 quilos pareceram simplesmente evaporar. A única coisa que ele poderia fazer era encontrar novamente esse líder, antes que ele virasse nada mais que um reles esqueleto.

Nudez MortalExemplo de livro: Nudez Mortal
Pseudônimo: J. D. Robb
Autor: Nora Roberts
Porque? Nora decidiu usar esse para os seus livros policiais, ou seja, toda a série Mortal, com 20 livros publicados até agora aqui no Brasil. Mas o pseudônimo não é para se esconder de ninguém não... Alguns livros, por exemplo os brasileiros da editora Bertrand, têm escrito logo acima do título "Nora Roberts escrevendo como J. D. Robb". Ou seja, esse pseudônimo é simplesmente para mostrar que é de outro gênero literário.
Sinopse: Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.


O Olho do MundoExemplo de livro: O Olho do Mundo
Pseudônimo: Robert Jordan
Autor: James Oliver Rigney Jr.
Porque? Como Nora Roberts, James Oliver usou pseudônimos para diferentes gêneros. Robert Jordan foi adotado para que ele fizesse obras de fantasia, Reagan O'Neal para ficção história, Jackson O'Reilly para histórias de velho oeste e Chang Lung para crítica de dança. E ainda escreveu como "ghostwritter" um livro que ainda é suposto ser de outra pessoa. O que mais acho engraçado é: Pelo que vi, ele não usou o seu verdadeiro nome em algum trabalho.
Sinopse: Um dia houve uma guerra, tão definitiva que rompeu o mundo, e no girar da Roda do Tempo o que ficou na memória dos homens virou esteio das lendas. Como a que diz que quando as forças tenebrosas se reerguerem, o poder de combatê-las renascerá em um único homem, o Dragão, que trará de volta a guerra e de novo tudo se fragmentará. É nesse cenário, em que trevas e salvação são igualmente temidas, que encontramos Rand al Thor, um jovem de uma vila pacata que, após a chegada de uma forasteira, é invadida por Trollocs — bestas do universo das lendas. A mulher ajuda Rand a escapar, mas esse só um começo: ela é uma Aes Sedai, artífice do poder que move a Roda do Tempo, e acredita que Rand seja o profético Dragão Renascido. Aquele que poderá salvar ou destruir o mundo

Exemplo de livro: Um Mau Começo
Pseudônimo: Lemony Snicket
Autor: Daniel Handler
Porque? O autor decidiu usar esse nome para que fosse o narrador-personagem do livro. Ele usava esse codinome em algumas brincadeiras e pedia pizza com os amigos assim, mas acabou virando um personagem indireto de Desventuras em Série. Agora uma curiosidade que eu acho bastante interessante nessa série. Temos 13 livros, cada um com 13 capítulos - exceto o último, com um a mais, que seria o epílogo. - e até o nome do autor tem 13 letras.
Sinopse: Mau Começo é o primeiro volume de uma série em que Lemony Snicket conta as desventuras dos irmãos Baudelaire. Violet, Klaus e Sunny são encantadores e inteligentes, mas ocupam o primeiro lugar na classificação das pessoas mais infelizes do mundo. De fato, a infelicidade segue os seus passos desde a primeira página, quando eles estão na praia e recebem uma trágica notícia. Esses ímãs que atraem desgraças terão de enfrentar, por exemplo, roupas que pinicam o corpo, um gosmento vilão dominado pela cobiça, um incêndio calamitoso e mingau frio no café da manhã. É por isso que, logo na quarta capa, Snicket avisa ao leitor: "Não há nada que o impeça de fechar o livro imediatamente e sair para uma outra leitura sobre coisas felizes, se é isso que você prefere.

Exemplo de livro: Eu Sou o Número Quatro
Pseudônimo: Pittacus Lore
Autor: James Frey e Jobie Hughes
Porque? Assim como Daniel Handler, para entrar na história. Além de que eles são uma dupla, e preferiram assinar apenas como uma pessoa. Pittacus Lore na história é um dos anciões do planeta Lorien e nos mostra a história da Garde, pessoas com superpoderes que vieram para Terra para fugir dos Mogadorianos, pessoas más de outro planeta.
Sinopse: Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes que vocês apenas sonham ter. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e nos quadrinhos — mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu sou o próximo.

Exemplo de livro: O Hipnotista
Pseudônimo: Lars Kepler
Autor: Alexander Ahndoril e Alexandra Ahndoril
Porque? Justamente por ser um conjunto. Eles escreveram outras obras com seus próprios nomes inclusive ganhando prêmios, mas decidiram adotar Lars Kepler como pseudônimo para suas obras de romance policial, que além de O Hipnotista tem O Pesadelo.
Sinopse: O massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca. Os homicídios chamam a atenção do detetive Joona Linna, que exige investigar os assassinatos. O criminoso ainda está foragido, e há somente uma testemunha: o filho de 15 anos, que sobreviveu ao ataque. Quem cometeu os crimes o queria morto: ele recebeu mais de cem facadas e está em estado de choque. Desesperado por informações, Linna só vê uma saída: hipnose. Ele convence o Dr. Erik Maria Bark – especialista em pacientes psicologicamente traumatizados – a hipnotizar o garoto, na esperança de descobrir o assassino através das memórias da vítima. É o tipo de trabalho que Bark jurara nunca mais fazer: eticamente questionável e psicologicamente danoso. Quando ele quebra a promessa e hipnotiza o garoto, uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos tem início.

E é isso. Cada autor tem seu motivo especial para criar um pseudônimo, mas resumindo, temos aqueles que fazem para diferenciar gênero literário, para ser narrador-personagem, pelo fato de serem uma dupla ou simplesmente por que querem ver a recepção sem ter grande expectativa. Como aconteceu com J.K Rowling. Ela disse em entrevista a um jornal britânico que ser Robert Galbraith era uma experiência libertadora e queria que tivesse durado mais.

E deve ser mesmo. Depois de um monstruoso sucesso com Harry Potter, os seus próximos trabalhos poderiam viver à sombra dele, assim como foi em Morte Súbita, muitas vezes comparado à saga do bruxinho. Publicar sem nenhuma expectativa do público, sem que o seu nome pesasse e o que valesse fosse mesmo a história certamente foi a intenção dela. E vocês? Conhecem mais algum pseudônimo? Se fossem autores, usariam algum? Expressem-se nos comentários.  

{ 13 comentários... leia-os abaixo ecomente também! }

  1. Preciso da série Desventuras e o novo Livro da J.K kkkk, realmente eu acho pseudônimo tipo que uma trollagem mas se eu fosse um autor de sucesso faria o mesmo, beijos !!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/ ( comenta lá :D )

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  2. Que post legal! Está aí uma curiosidade que eu achei que nunca ia saber! =O
    E olha, admiro autores que usam pseudonimos pra serem reconhecidos pelo trabalho e não pelo nome. Porque, afinal, é muito fácil acertar uma vez e depois se aproveitar disso né?

    adorei o post
    de verdade!

    www.fizdecanetinha.com

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    1. Pois é... Sempre tem aqueles que querem logo um livro só por que o autor é renomado, quase nem sabe do que se trata ele.

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  3. Adorei seu post, tinha uns que eu já sabia, mas tinha outros que eu nunca duvidei que fosse pseudônimo.
    Mas pseudônimos são até bons para que os nomes não ofusquem a história (do mesmo modo que você disse aí sobre Rowling e King), por exemplo, Morte Súbita de JK Rowling, não me agradou muito, era uma história que faltava muito um quê mais "Rowlingniano".
    Outro caso que podemos ver é o de Joe Hill, que não é um pseudonimo, mas ele decidiu não colocar o peso do nome King do pai, para não criar uma "pseudofama" sobre os livros dele.
    O que quero dizer é que os nomes tem o poder de deixar ou não você na lista de mais vendidos, decide que vai ou não fazer sucesso, que os nomes tem muito poder.

    Até mais!
    bookolic.blogspot.com

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    1. E eu nem sabia que Joe Hill era filho de King... Lol
      Como ele seguiu o mesmo estilo, então o nome do pai com certeza iria pesar.

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  4. Adorei saber disso! Creio que usar pseudônimos já saiu de moda, mas concordo com o ponto de vista da J.K... De qualquer modo, não sabia do Stephen King. Ele realmente tem um nome muito influente :)
    Beijos e seguindo seu blog!

    queridosquinze.blogspot.com.br

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  5. Eu adoro pseudônimos, e acho que se eu escreve um livro eu usaria um. Tem a Meg Cabot também que usa pseudônimos em seus livros de época.
    Beijos, Lari

    http://www.bagacodelaranja.com

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    1. É mesmo! Ela escreve como Jenny Caroll também.

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  6. Muito legal saber de tudo isso! Quanto a J. K. Rowling, no fim ficou provado que o sucesso dela devia ao seu talento, e não ao peso de seu nome...

    Abraços!

    http://pecasdeoito.blogspot.com.br/

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  7. Eu acho muito interessante isso de pseudonimos, mas acho que em algum ponto tem de ser revelado. Tem muita gente que se não gosta de um livro do autor, então nao gosta de todos e vice versa.

    Bem interessante vc colocar aqui esses autores, sabia de alguns que vc listou, mas outros não

    Anyway, passando aqui para avisar que te indiquei para uma TAG no blog

    Té mais...
    http://bmelo42.blogspot.com.br/2013/07/tag-5-perguntas-que-ninguem-nunca-fez.html

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  8. Nossa, que post bacana! Interessantíssimo saber disso. Confesso que sou meio leigo nessa parte de pseudônimos de autores e, salvo pela J. K. e o Pittacus Lore, não sabia dos outros. Acho que é válido os autores se testarem nas vozes de outras pessoas para descobrir se aquilo que escrevem é realmente bom ou apenas comprado pelo sucesso já adquirido. Muitos desse livros tenho curiosidade de ler e agora já sei quem é quem,rsrs. Um abraço!
    De Frente com os Livros

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  9. Gostei do post, muito criativo e bem escrito. Alem do trabalho pra pesquisar tudo. Bem, acho legal da parte dos autores não se valerem apenas pelo nome, mas pra mim não tem diferença, nunca comprei um livro pelo autor, ate hoje raramente olho quem escreveu...

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  10. Que post legal!
    Eu não sabia que Pittacus Lore era um pseudônomio!
    Bacana :D
    Obrigada pela visita no meu blog!!
    Volte mais vezes viu :)
    Tem post novo !
    Beijos
    http://tamigarotaindecisa.blogspot.com.br

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